Semana Social Brasileira amplia os mutirões pela Vida até 2023

A 6ª Semana Social Brasileira (6ªSSB) que, inicialmente planejou as ações presenciais entre 2020 e 2022, amplia os processos dos Mutirões pela Vida até 2023. A crise gerada pela pandemia de covid-19, causada pelo novo coronavírus e outros aspectos sociopolíticos, implicou nos processos de metodologia e dinâmica de formações propostas pela 6ªSSB nos temas: Terra, Teto e Trabalho; assim como nos eixos estruturais: Economia, Democracia e Soberania.

Segundo Alessandra Miranda, secretária executiva da 6ªSSB, “as atividades e mutirões realizados até aqui, na sua grande maioria de forma virtual, acumula elementos importantes para a construção de um Projeto Popular. Porém, a escuta deve ser ampliada com as populações dos territórios que não tem acesso à dinâmica virtual”, ressalta.

Alessandra assegura que os mutirões pela vida têm mobilizado e fortalecido a articulação e a formação do processo sugerido pela 6ª SSB, contudo, “no pós-pandemia, com a população vacinada, os mutirões podem ser ainda mais participativos e inclusivos, possibilitando a potencialização do projeto popular para o Brasil. Por isso, seguiremos até 2023 no Mutirão pela vida: Por Terra, Teto e Trabalho”, afirma.

 

6ª Semana Social Brasileira

 

A 6ª Semana Social Brasileira foi aprovada na 57ª Assembleia Geral da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em 2019, e se insere num processo amplo de colaboração para a transformação da sociedade com a pastorais sociais, movimentos populares, organizações sociais e igrejas.

O objetivo imediato da 6ª SSB “é sensibilizar a sociedade, mobilizar e articular forças sociais, fortalecer e multiplicar as lutas por direitos para desencadear novos processos de luta e de organização populares em torno do desafio/apelo/exigência maior de nosso tempo: ‘nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direitos, nenhuma pessoa sem a dignidade que provém do trabalho”, nota o professor e teólogo Francisco de Aquino Júnior ao lembrar o discurso do papa Francisco aos participantes do Encontro Mundial dos Movimentos Populares, em 2014, em artigo publicado no site ssb.org.br.

Aquino lembra que a 6ª SSB “Quer despertar, renovar e dinamizar a dimensão socioestrutural da fé e da missão evangelizadora da Igreja. E faz isso convidando as igrejas, as religiões, as organizações populares e o conjunto da sociedade para um grande ‘mutirão pela vida’. Está em jogo a vida de grande parte da população, a quem é negada até as condições materiais básicas de sobrevivência: ‘terra, teto, trabalho’. Essa situação se impõe como imperativo ético-religioso maior de nosso tempo e exige um grande mutirão que articule forças sociais e fortaleça e desencadeie processos sociais em vista da garantia desses direitos que, como afirma o papa Francisco, são ‘direitos sagrados’”, relata o teólogo.

O professor enfatiza que se o direito à terra, teto e trabalho envolve e “compromete todos os seres humanos (senso ético-humanitário), envolve e deve comprometer de modo particular os crentes (fé religiosa)”. Ele lembra que no “caso concreto do cristianismo, cujo centro é o amor fraterno e cuja medida são as necessidades dos pobres e marginalizados, é algo decisivo”. Com isso, o professor ressalta que “não é estranho que a Igreja assuma a tarefa de convocar, mobilizar e articular um ‘mutirão pela vida’. O cuidado da casa comum, a defesa da vida, a garantia dos direitos dos pobres e marginalizados estão no centro do Evangelho”, enfatiza Aquino Junior.

 

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